“Quem opera na cirurgia robótica é o robô?”
Essa é uma das dúvidas mais frequentes no consultório quando o assunto é cirurgia robótica na urologia. O nome pode sugerir autonomia tecnológica, mas a realidade é diferente.
O robô não toma decisões, não identifica estruturas anatômicas e não executa movimentos sozinho. Ele é uma ferramenta avançada, totalmente controlada pelo cirurgião.
Entender isso é fundamental para que o paciente faça uma escolha segura e consciente.
Sumário
ToggleQuem realmente opera na cirurgia robótica?
A resposta é objetiva: quem opera na cirurgia robótica é o cirurgião, não o robô.
O sistema robótico funciona como uma extensão das mãos do médico. Durante o procedimento, o cirurgião permanece em um console, de onde:
- Visualiza o campo cirúrgico em alta definição e em 3D
- Controla braços articulados com movimentos extremamente precisos
- Utiliza pedais e comandos manuais para executar cada etapa da cirurgia
O robô replica fielmente os movimentos realizados pelo profissional. Isso significa que o desempenho da cirurgia depende diretamente da experiência e do treinamento do cirurgião.

A tecnologia aumenta a precisão, mas não substitui o julgamento clínico
Um dos principais benefícios da cirurgia robótica é a capacidade de oferecer uma visualização ampliada e movimentos com alto grau de estabilidade. O sistema filtra tremores naturais das mãos e permite uma dissecção mais delicada das estruturas anatômicas.
No entanto, mesmo com toda essa tecnologia, o julgamento clínico permanece exclusivamente humano. É o cirurgião quem identifica o plano cirúrgico adequado, decide a melhor estratégia para cada paciente, reconhece variações anatômicas e ajusta a conduta durante o procedimento.
Em cirurgias oncológicas, por exemplo, essa capacidade de decisão é essencial para garantir margens adequadas e preservar funções importantes. A tecnologia auxilia, mas não substitui o raciocínio médico.
Qual é a trajetória de um médico até poder realizar cirurgia robótica?
Para que um profissional esteja apto a realizar uma cirurgia robótica, existe uma longa trajetória de formação e especialização.
O primeiro passo é a graduação em Medicina, que dura em média seis anos. Após a conclusão, o médico precisa ser aprovado em um programa de residência médica, iniciando pela Cirurgia Geral e, posteriormente, pela especialização em Urologia, etapa que exige anos adicionais de treinamento intensivo em hospitais, com acompanhamento de cirurgias complexas.
Somente após essa formação o médico pode buscar capacitação específica em cirurgia robótica. Esse processo inclui:
- Cursos teóricos sobre a plataforma robótica
- Treinamento em simuladores
- Procedimentos supervisionados
- Certificação técnica no sistema utilizado
- Experiência progressiva em casos reais
Além da certificação formal, a experiência acumulada em cirurgias oncológicas e minimamente invasivas é determinante para a segurança do procedimento.
Portanto, quando se questiona quem opera na cirurgia robótica é o robô, é fundamental compreender que por trás da tecnologia existe um profissional com anos de formação, treinamento e prática cirúrgica.
Conheça a trajetória do Dr. Guilherme Canabrava
Por que a experiência do cirurgião é essencial?
Em procedimentos urológicos, especialmente oncológicos, cada detalhe faz diferença. Cirurgias como prostatectomia radical, cistectomia ou nefrectomia exigem controle milimétrico, preservação de estruturas nobres e tomada de decisões rápidas durante o ato operatório.
A tecnologia robótica oferece estabilidade e ampliação da imagem, mas é a experiência do cirurgião que determina:
- A segurança do procedimento
- A preservação funcional
- O controle do sangramento
- A qualidade do resultado oncológico
A máquina potencializa a capacidade humana, mas não substitui o julgamento clínico.
Conclusão: quem opera na cirurgia robótica é o cirurgião
O robô não realiza a cirurgia sozinho.
Quem opera na cirurgia robótica é o cirurgião — um profissional com anos de formação médica, residência, especialização e treinamento específico na plataforma robótica.
Ao considerar um procedimento robótico, é importante avaliar não apenas a tecnologia disponível, mas principalmente a experiência e a qualificação do profissional responsável.


