O que acontece se o homem retirar a próstata? Entenda as mudanças após a cirurgia

Ilustração da próstata, bexiga e uretra explicando o que acontece se o homem retira a prostata

O que acontece se o homem retirar a próstata? Entenda as mudanças após a cirurgia

Uma das dúvidas que mais surgem quando um homem recebe a indicação de uma cirurgia para o câncer de próstata é: o que acontece se o homem retirar a próstata?

Em resumo, depois da retirada total da próstata, o homem continua produzindo urina, testosterona e espermatozoides. Ele também pode continuar sentindo prazer e tendo orgasmos. No entanto, não haverá mais ejaculação de sêmen, a fertilidade natural será perdida e podem ocorrer alterações temporárias ou permanentes no controle urinário e na função erétil.

A intensidade dessas mudanças varia de uma pessoa para outra. Idade, saúde geral, função sexual antes da cirurgia, características do tumor, possibilidade de preservação dos nervos e experiência da equipe são alguns dos fatores que influenciam a recuperação.

Neste artigo, explico o que realmente muda após a retirada da próstata, quais funções são preservadas, quais podem ser afetadas e como acontece o acompanhamento depois da cirurgia.

Qual é a função da próstata?

A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino localizada abaixo da bexiga e à frente do reto. Ela envolve a parte inicial da uretra, canal responsável por conduzir a urina para fora do corpo.

Sua principal função é produzir parte do líquido que compõe o sêmen. Esse líquido contribui para a nutrição, proteção e transporte dos espermatozoides produzidos pelos testículos.

Apesar de sua proximidade com estruturas importantes da pelve, a próstata não é responsável diretamente pela produção de testosterona, pela ereção ou pela sensação de orgasmo. A testosterona é produzida principalmente pelos testículos, enquanto a ereção depende de nervos, vasos sanguíneos, estímulos hormonais e fatores emocionais.

O que significa retirar a próstata?

É importante diferenciar dois tipos de cirurgia que muitas vezes são chamados simplesmente de “cirurgia da próstata”.

Prostatectomia radical

A prostatectomia radical é utilizada principalmente no tratamento do câncer de próstata. Nesse procedimento, são retiradas toda a próstata e as vesículas seminais. Dependendo das características da doença, também pode ser necessária a retirada de linfonodos próximos para análise.

Após a remoção da próstata, a bexiga é reconectada à uretra para que a urina continue saindo pelo caminho habitual. Durante o período inicial de cicatrização, o paciente utiliza uma sonda urinária.

Cirurgia para próstata aumentada

Nas cirurgias para hiperplasia prostática benigna, conhecida como próstata aumentada, normalmente não é retirada toda a glândula.

Procedimentos como ressecção transuretral, enucleação a laser ou prostatectomia simples removem principalmente o tecido interno que está obstruindo a passagem da urina. A parte externa da próstata permanece no organismo.

Por isso, as consequências de uma cirurgia para próstata aumentada não são necessariamente as mesmas de uma prostatectomia radical realizada para tratar o câncer.

Quando a retirada total da próstata pode ser indicada?

A prostatectomia radical pode ser considerada no tratamento de pacientes com câncer de próstata localizado ou, em situações selecionadas, localmente avançado.

No entanto, nem todo diagnóstico de câncer de próstata exige cirurgia.

Dependendo do grau de agressividade, do estágio da doença, do PSA, do resultado da biópsia, dos exames de imagem, da idade e das condições clínicas do paciente, outras possibilidades podem ser avaliadas, como:

  • vigilância ativa;
  • radioterapia;
  • terapia hormonal;
  • combinação de tratamentos;
  • acompanhamento clínico em situações específicas.

A definição deve ser individualizada e discutida entre o paciente e a equipe médica, considerando tanto o controle oncológico quanto os possíveis impactos urinários, sexuais e emocionais de cada tratamento.

Anatomia antes e depois da prostatectomia radical com reconexão da bexiga à uretra

Como é realizada a prostatectomia radical?

A prostatectomia radical pode ser realizada por diferentes vias.

Cirurgia aberta

Na técnica aberta, o cirurgião acessa a próstata por meio de uma incisão no abdômen. A próstata, as vesículas seminais e, quando indicado, os linfonodos são retirados diretamente.

Cirurgia laparoscópica

Na laparoscopia, o procedimento é realizado por pequenas incisões no abdômen. Uma câmera e instrumentos cirúrgicos são introduzidos para permitir a visualização e a retirada da próstata.

Cirurgia robótica

A prostatectomia robótica é uma forma de cirurgia laparoscópica na qual o cirurgião controla os instrumentos por meio de um console.

O sistema pode proporcionar visão ampliada em três dimensões, filtragem de tremores e movimentos articulados em uma região anatômica delicada. Entretanto, o robô não realiza a cirurgia sozinho e a tecnologia, isoladamente, não garante continência, preservação da ereção ou controle do câncer.

A experiência da equipe, o planejamento, a anatomia do paciente e as características do tumor continuam sendo determinantes. Estudos e diretrizes apontam que os resultados funcionais de longo prazo podem ser semelhantes entre as diferentes vias quando os procedimentos são adequadamente realizados.

O que acontece com a urina depois de retirar a próstata?

Os rins e a bexiga continuam funcionando após a retirada da próstata.

A urina continua sendo produzida pelos rins, armazenada na bexiga e eliminada pela uretra. Entretanto, durante a cirurgia, estruturas próximas ao mecanismo de continência precisam ser manipuladas.

Por isso, é frequente ocorrer algum grau de perda urinária nas primeiras semanas ou nos primeiros meses, especialmente depois da retirada da sonda. Os escapes podem acontecer ao tossir, espirrar, levantar peso, mudar de posição ou realizar esforço físico.

Na maioria dos casos, há melhora progressiva. O tempo necessário para recuperar o controle urinário varia conforme:

  • função urinária anterior;
  • idade;
  • condições da bexiga;
  • anatomia do paciente;
  • técnica cirúrgica;
  • preservação das estruturas de sustentação;
  • experiência da equipe;
  • realização de fisioterapia quando indicada.

A fisioterapia do assoalho pélvico pode fazer parte do preparo e da recuperação. Quando a incontinência persiste, existem outros tratamentos, incluindo dispositivos e procedimentos cirúrgicos específicos.

Não é possível prometer antecipadamente quando cada paciente deixará de apresentar escapes, mas o acompanhamento permite avaliar a evolução e indicar as medidas adequadas em cada fase.

O homem fica impotente depois de retirar a próstata?

Não necessariamente.

A próstata não é o órgão responsável pela ereção. Entretanto, os feixes vásculo-nervosos que participam do mecanismo da ereção passam muito próximos à glândula e podem ser afetados durante a cirurgia.

Quando o tumor permite, o cirurgião pode avaliar a preservação de um ou dos dois feixes nervosos. Essa decisão depende da localização e da extensão da doença.

A preservação dos nervos não deve comprometer a segurança oncológica. Quando existe suspeita de tumor próximo a essas estruturas, pode ser necessário retirar parte ou todo o feixe daquele lado para aumentar a possibilidade de remoção adequada da doença.

A recuperação da função erétil também depende de fatores como:

  • idade;
  • qualidade das ereções antes da cirurgia;
  • presença de diabetes, hipertensão ou doenças vasculares;
  • tabagismo;
  • preservação nervosa;
  • extensão do tumor;
  • experiência cirúrgica;
  • resposta ao programa de reabilitação.

Mesmo quando os nervos são preservados, é comum que as ereções fiquem enfraquecidas no período inicial. A recuperação pode ocorrer ao longo de meses e, em alguns casos, levar mais tempo.

Quando necessário, podem ser utilizados medicamentos, dispositivos a vácuo, injeções intracavernosas ou prótese peniana. O tratamento deve ser indicado de acordo com a situação e os objetivos de cada paciente.

Leia também: função sexual após cirurgia robótica — o que realmente influencia nos resultados?

Depois de retirar a próstata, o homem ainda ejacula?

Após a retirada total da próstata e das vesículas seminais, não há mais saída de sêmen durante o orgasmo.

Isso é chamado de orgasmo seco ou anejaculação.

Os testículos podem continuar produzindo espermatozoides, mas eles não conseguem mais compor e percorrer o caminho normal do sêmen. Portanto, o homem não consegue mais engravidar uma parceira por meio de uma relação sexual após a prostatectomia radical.

Essa mudança é permanente.

Quando existe desejo de ter filhos biológicos no futuro, a preservação da fertilidade deve ser discutida antes da cirurgia. Dependendo do caso, pode ser indicado o congelamento de sêmen ou outra estratégia de reprodução assistida.

É possível ter orgasmo sem próstata?

Sim. O orgasmo e a ejaculação são fenômenos diferentes.

Mesmo sem eliminar sêmen, o homem pode continuar sentindo prazer e atingir o orgasmo. Alguns pacientes relatam uma sensação semelhante à anterior, enquanto outros percebem mudanças na intensidade ou na forma como o orgasmo acontece.

Também podem ocorrer alterações menos conhecidas, como desconforto durante o orgasmo, saída de pequena quantidade de urina durante a atividade sexual ou mudanças percebidas no comprimento do pênis.

Essas possibilidades devem ser explicadas antes da cirurgia para que o paciente e sua parceria tenham expectativas realistas e saibam que existem opções de acompanhamento e reabilitação.

A retirada da próstata reduz a testosterona?

A prostatectomia radical, por si só, não interrompe a produção de testosterona, porque esse hormônio é produzido principalmente pelos testículos.

Portanto, retirar a próstata não significa automaticamente perder características masculinas, desejo sexual ou produção hormonal.

A libido, entretanto, pode ser influenciada por outros fatores, como:

  • ansiedade relacionada ao diagnóstico;
  • medo de falhar durante a relação;
  • alterações na ereção;
  • cansaço durante a recuperação;
  • mudanças na autoestima;
  • conflitos no relacionamento;
  • uso de terapia hormonal para tratar o câncer.

Quando a terapia de privação androgênica é utilizada, ela pode reduzir os níveis ou bloquear a ação da testosterona, afetando desejo sexual, ereção, energia, massa muscular e outros aspectos. Esse efeito está relacionado ao tratamento hormonal, e não diretamente à retirada da próstata.

O impacto emocional também precisa ser considerado

As mudanças urinárias e sexuais podem gerar insegurança, constrangimento, ansiedade e alterações na autoestima.

Alguns homens evitam conversar sobre o assunto por associarem continência, ereção ou ejaculação à própria identidade masculina. No entanto, esconder essas dificuldades pode atrasar o acesso a tratamentos que melhoram a adaptação e a qualidade de vida.

A conversa aberta com a equipe médica, a parceria e, quando necessário, profissionais de psicologia ou terapia sexual pode ajudar o paciente a atravessar esse período de forma mais segura.

O acompanhamento após o câncer de próstata não deve observar apenas exames. A saúde emocional, a sexualidade e a adaptação à nova rotina também fazem parte do cuidado.

O que influencia a recuperação depois da prostatectomia?

Não existe um resultado único que possa ser aplicado a todos os homens.

Dois pacientes submetidos ao mesmo tipo de cirurgia podem apresentar recuperações diferentes. Entre os principais fatores estão:

  • idade;
  • peso e condicionamento físico;
  • saúde cardiovascular;
  • presença de diabetes;
  • função erétil anterior;
  • controle urinário anterior;
  • tamanho e anatomia da próstata;
  • estágio e localização do tumor;
  • necessidade de retirada dos nervos;
  • tratamentos anteriores;
  • experiência da equipe;
  • adesão à fisioterapia e à reabilitação sexual;
  • acompanhamento pós-operatório.

Por isso, comparações com amigos, familiares ou relatos encontrados na internet nem sempre refletem o que acontecerá em um caso específico.

Fatores que influenciam a recuperação após a retirada da próstata

É possível ter uma vida normal sem próstata?

Sim. Muitos homens retomam o trabalho, os exercícios, as relações sociais e a vida sexual após o período de recuperação.

Entretanto, “vida normal” não significa ausência obrigatória de mudanças.

A ausência de ejaculação será permanente depois da prostatectomia radical. O controle urinário e a função erétil podem se recuperar em diferentes graus e tempos. Alguns pacientes precisam de tratamentos complementares para alcançar maior independência e qualidade de vida.

O objetivo não deve ser apenas retirar a doença, mas antecipar riscos, preservar funções quando isso for oncologicamente seguro e oferecer reabilitação para as alterações que surgirem.

Como é feito o acompanhamento depois da retirada da próstata?

A próstata retirada é encaminhada para análise anatomopatológica.

Esse exame fornece informações importantes, como:

  • extensão do tumor;
  • grau definitivo da doença;
  • comprometimento ou não das margens cirúrgicas;
  • invasão das vesículas seminais;
  • comprometimento de linfonodos, quando retirados.

Depois da cirurgia, o acompanhamento é realizado principalmente com a dosagem do PSA.

Como a próstata foi removida, espera-se que o PSA alcance níveis indetectáveis ou muito baixos. O comportamento desse marcador ao longo do tempo ajuda a avaliar o controle da doença.

O intervalo entre os exames depende do resultado anatomopatológico, do risco inicial, da evolução do PSA e das características clínicas do paciente. Em alguns casos, pode ser necessário discutir tratamentos complementares, como radioterapia ou terapia hormonal.

A cirurgia robótica evita as consequências da retirada da próstata?

A cirurgia robótica pode facilitar a visualização e a realização de movimentos delicados em espaços reduzidos. Isso pode contribuir para uma dissecção anatômica precisa.

No entanto, ela não elimina os riscos de incontinência urinária ou disfunção erétil.

A possibilidade de preservar estruturas depende principalmente de onde o tumor está localizado e do grau de segurança para manter os nervos e tecidos próximos. Em algumas situações, uma dissecção mais ampla é necessária justamente para priorizar o controle do câncer.

Por isso, antes da tecnologia, vem a decisão médica.

A indicação da técnica deve considerar diagnóstico, estágio da doença, anatomia, condições clínicas, experiência da equipe e estrutura hospitalar disponível.

Quando buscar uma segunda opinião?

Uma segunda opinião pode ser considerada quando o paciente:

  • recebeu indicação de cirurgia e deseja compreender outras possibilidades;
  • tem dúvidas entre cirurgia, radioterapia e vigilância ativa;
  • possui tumor próximo aos feixes vásculo-nervosos;
  • deseja entender as chances de preservação urinária e sexual;
  • recebeu resultados diferentes em exames ou laudos;
  • apresenta doença de risco intermediário ou alto;
  • quer revisar o planejamento antes de iniciar o tratamento.

Buscar uma segunda opinião não significa desconfiar do primeiro médico. Pode ser uma oportunidade de compreender melhor o diagnóstico, comparar estratégias e participar de maneira mais segura da decisão.

Conclusão

Depois de retirar totalmente a próstata, o homem continua produzindo urina, hormônios e espermatozoides. Ele também pode continuar sentindo prazer e tendo orgasmos.

As principais mudanças são a ausência permanente de ejaculação, a perda da fertilidade natural e os possíveis impactos sobre continência urinária e função erétil.

Esses resultados não dependem apenas da técnica utilizada. Características do paciente, extensão da doença, possibilidade de preservação nervosa, experiência da equipe e acompanhamento pós-operatório têm grande influência na recuperação.

Cada paciente precisa compreender não apenas por que a cirurgia foi indicada, mas também o que pode mudar depois dela e quais estratégias estarão disponíveis caso surjam dificuldades.

Sou o Dr. Guilherme Canabrava, urologista em Belo Horizonte, com atuação focada em uro-oncologia e cirurgia robótica. Se você recebeu uma indicação de prostatectomia ou busca uma segunda opinião sobre o tratamento do câncer de próstata, uma avaliação individualizada pode ajudar a esclarecer riscos, possibilidades de preservação e próximos passos.

Perguntas frequentes sobre o que acontece se o homem retirar a próstata

Quem retira a próstata consegue urinar normalmente?

Sim. A urina continua sendo produzida pelos rins e armazenada na bexiga. Após a cirurgia, a bexiga é reconectada à uretra, mas podem ocorrer escapes urinários durante o período de recuperação.

Todo homem fica impotente depois de retirar a próstata?

Não. A disfunção erétil é um risco importante, mas a recuperação varia conforme idade, função anterior, condições clínicas, características do tumor, preservação dos nervos e acompanhamento pós-operatório.

É possível sentir prazer e ter orgasmo sem próstata?

Sim. A próstata não é responsável diretamente pelo orgasmo. O homem pode continuar sentindo prazer, embora a sensação possa mudar e não haja ejaculação.

Retirar a próstata diminui a testosterona?

Sim. A próstata não é responsável diretamente pelo orgasmo. O homem pode continuar sentindo prazer, embora a sensação possa mudar e não haja ejaculação.

O homem pode ter filhos depois de retirar a próstata?

A gravidez por relação sexual deixa de ser possível porque não há mais ejaculação de sêmen. Quando existe desejo de ter filhos biológicos, a preservação de fertilidade deve ser discutida antes da cirurgia.

O PSA precisa continuar sendo acompanhado?

Sim. Depois da prostatectomia radical, o PSA é um dos principais exames utilizados para acompanhar o controle da doença. A frequência das dosagens deve ser definida pelo médico conforme o risco e o resultado da cirurgia.

Qual médico faz o tratamento do câncer de próstata?

O tratamento do câncer de próstata é conduzido pelo urologista, preferencialmente com atuação em uro-oncologia. Esse profissional avalia o PSA, a biópsia, os exames de imagem, o grau e o estágio do tumor para discutir as possibilidades de acompanhamento ou tratamento.

Dependendo das características da doença, o planejamento também pode envolver oncologista clínico, radioterapeuta e outros profissionais.

O Dr. Guilherme Canabrava é urologista em Belo Horizonte, com atuação focada em uro-oncologia e cirurgia robótica. Ele realiza a avaliação individualizada de pacientes com diagnóstico ou suspeita de câncer de próstata, incluindo casos que buscam uma segunda opinião antes de iniciar o tratamento.

Quais são os benefícios da cirurgia robótica de próstata?

A cirurgia robótica de próstata é uma técnica minimamente invasiva realizada por pequenas incisões. O sistema oferece ao cirurgião visão ampliada em três dimensões, instrumentos articulados e maior precisão para trabalhar em uma região anatômica delicada.

Entre os possíveis benefícios estão menor sangramento, menos dor no pós-operatório, menor tempo de internação e retorno mais rápido às atividades em comparação com a cirurgia aberta. Entretanto, esses resultados variam de acordo com as condições do paciente, as características do tumor e a experiência da equipe.

A tecnologia não elimina os riscos de incontinência urinária ou alterações na função erétil e não substitui a experiência médica. O Dr. Guilherme Canabrava atua na realização de cirurgias robóticas para o câncer de próstata em Belo Horizonte e pode avaliar se essa abordagem é adequada para cada caso.

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Urologista pela UFMG, especialista em Uro-Oncologia e Cirurgia Minimamente Invasiva. Atua com cirurgia robótica e é professor universitário.

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